Síndrome do Impostor: Como Superar a Sensação de Ser Uma Fraude


Gosto de trazer temas recorrentes da minha prática profissional como psicóloga e coach de carreira e decidi escrever sobre a Síndrome do Impostor por ser um problema que tem surgido com frequência em meus atendimentos a profissionais das mais diversas áreas, nos processos de coaching de carreira. Esta síndrome revela pessoas que acreditam ser uma fraude no ambiente de trabalho e creem que estão na posição atual porque “enganaram” os seus gestores e colegas de empresa, fazendo-os pensar que são mais competentes do que realmente são. O medo de serem “descobertas” traz muita ansiedade e algumas vezes leva a decisões e comportamentos que atrapalham o planejamento de carreira e o alcance da realização profissional. Neste artigo você vai conhecer um pouco mais sobre o assunto e aprender a lidar com essa dificuldade se estiver se sentindo como uma fraude.


Ao contrário do que se pensa, quem sofre deste problema, na maioria das vezes está muito bem preparado para desenvolver suas atividades profissionais, investe em novos conhecimentos, desenvolve constantemente habilidades, é muito bem avaliado pela empresa, dá o melhor de si e possui uma carreira promissora. Complementando o cenário, não há fato que comprove a falta de competência ou uma atitude farsante. O que acontece na realidade, são crenças (não fatos) de não ser “bom o suficiente” ou de não “merecer” estar no cargo que exerce, porque não sabe nada sobre as atividades que desenvolve. Então, esse profissional é dominado por pensamentos de incompetência, inadequação e convicção de que será descoberto a qualquer instante, em consequência é tomado por emoções negativas que causam muito sofrimento e também por atitudes que atrapalham o desenvolvimento da carreira, como por exemplo, pedir demissão do emprego por não sentir-se verdadeiramente capaz ou deixar de aceitar uma proposta de promoção.


Para trazer um pouco mais de clareza, é importante ressaltar que o profissional que sofre a Síndrome do Impostor normalmente apresenta pelo menos três dos seguintes comportamentos:


1. Esforça-se muito além do necessário para dar conta de uma “provável” falta de competência para realizar o trabalho, apresenta resultados realmente surpreendentes, mas acredita que não fez o bastante ou que o resultado positivo foi puramente “sorte”.


2. Procrastina (adia) tarefas por ter medo de não saber realizá-las em um nível alto de qualidade e com perfeição.


3. Possui uma grande necessidade de agradar a todos do ciclo pessoal e profissional para ser “aceito” e estar imune às críticas.


4. Tem medo de se expor em reuniões e até mesmo em conversas mais informais de trabalho, por receio de não falar o que é “certo”.


5. Faz constantes comparações com as outras pessoas, sempre se colocando em uma posição de inferioridade.


6. Possui um esquema de autossabotagem para lidar com suas crenças limitadoras, fazendo uso de padrões automáticos de pensamento, emoções e comportamentos.


E para lidar com a sensação de ser um impostor, incompetente, incapaz e evitar todas as consequências provocadas pela síndrome, alguns comportamentos e hábitos podem ser desenvolvidos e praticados:

- Aceite elogios como uma atitude sincera da pessoa que está emitindo a mensagem, buscando fatos que comprovem que o elogio é genuíno e baseado em algo concreto. Agradeça e comemore suas conquistas!

- Identifique seus pontos fortes e assuma que são seus: coloque na lista seus conhecimentos, cursos, formações, experiências profissionais, vivências pessoais importantes, desafios vencidos, habilidades e atitudes positivas.


- Dedique-se ao autocuidado, realizando atividades prazerosas, fazendo atividades físicas, meditando, dedicando-se a algum hobby, vivenciando atividades sociais e de lazer. Estas práticas ajudam a reduzir a ansiedade, aumentam a autoestima e autoconfiança.


- Compartilhe conhecimentos e experiências com os seus colegas de trabalho. Esta atitude pode demonstrar que você tem muito a ensinar e a aprender, e que todos nós temos os nossos pontos forte e dificuldades. E tudo bem!


- Pare de fazer comparações com as outras pessoas, sobre quem é bom ou ruim, superior ou inferior, certo ou errado. Seja apenas você e valorize-se por quem você é!


Além de praticar novos hábitos e adotar essas atitudes positivas, é fundamental que você identifique o seu padrão de autossabotagem, ou seja, o funcionamento da sua mente por meio de padrões automáticos de pensamentos que levam a emoções negativas e a decisões que podem comprometer os seus resultados profissionais e a sua trajetória de carreira. Quando evitamos algo por medo de falhar ou pedimos demissão por receio de sermos descobertos como uma fraude, estamos funcionando no modo sabotador, contra nós mesmos, impedindo o alcance de todo nosso potencial e a realização profissional. Neste sentido, um bom programa de coaching de carreira, que aborde suas crenças limitantes e trabalhe seus sabotadores mentais, vai te ajudar a alcançar resultados incríveis e mais leveza no seu trabalho.


Busque o apoio de um profissional e sucesso!

LILIAN SCHOCAIR
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